Levar o pet nas férias, na mudança de cidade ou no fim de semana na praia é cada vez mais comum, e a oferta de hotéis e passeios pet friendly cresceu muito. Mesmo assim, a primeira pergunta deveria ser: essa viagem vai ser boa para ele? Cães muito idosos, doentes, extremamente ansiosos ou gatos que entram em pânico fora de casa às vezes ficam melhor com um cuidador de confiança ou em uma hospedagem especializada. Se a resposta for "sim, ele vai junto", o resto é preparação.
Antes de tudo: consulta e documentos
Uma consulta veterinária alguns dias antes da viagem serve para confirmar que o animal está apto, atualizar vacinas e antiparasitários e discutir enjoo e ansiedade. Para destinos com leishmaniose ou carrapatos, o veterinário pode indicar proteção específica.
- Carteira de vacinação em dia, com a antirrábica válida.
- Atestado de saúde emitido por veterinário, exigido por companhias aéreas e de ônibus. O prazo de validade aceito varia por empresa — confira antes de agendar a consulta.
- Identificação: plaquinha na coleira com seu telefone e, idealmente, microchip. Animal que foge em lugar desconhecido não sabe voltar.
- Viagem internacional: as exigências mudam por país e podem incluir microchip, sorologia antirrábica com meses de antecedência e o Certificado Veterinário Internacional. Consulte o Ministério da Agricultura e o consulado do destino com bastante antecedência.
De carro
O pet precisa viajar preso. Solto, ele distrai o motorista e, numa freada brusca, é arremessado com força suficiente para se ferir gravemente e ferir quem está no carro. Animal no colo do motorista ou com a cabeça para fora da janela também é risco — e o primeiro caso ainda é infração de trânsito.
- Gatos e cães pequenos: caixa de transporte presa pelo cinto de segurança, no banco de trás ou no assoalho.
- Cães médios e grandes: peitoral ligado ao cinto por um adaptador próprio, ou caixa de transporte fixa no porta-malas de veículos que permitem.
- Paradas a cada duas horas para água, xixi e esticar as patas — sempre com guia, porque estrada e posto de gasolina são lugares perigosos para fugas.
- Ar-condicionado ou ventilação adequada, sem sol direto sobre a caixa.
Enjoo e ansiedade
Muitos animais enjoam no carro, especialmente filhotes. Ofereça uma refeição leve três ou quatro horas antes de sair, e não logo antes. Acostumar aos poucos ajuda muito: semanas antes, deixe a caixa de transporte aberta em casa com petiscos dentro, depois faça viagens curtas que terminem em algo agradável. Existem medicamentos contra enjoo e para ansiedade, mas eles devem ser receitados pelo veterinário — alguns calmantes vendidos sem orientação podem ser perigosos, e sedar o animal para viagem de avião costuma ser contraindicado.
De ônibus e de avião
Cada empresa tem regras próprias sobre espécies aceitas, peso máximo na cabine, tipo de caixa, quantidade de animais por viagem e taxas. Em geral:
- Animais pequenos, cujo peso somado ao da caixa fica dentro do limite da empresa, podem ir na cabine, embaixo do assento.
- Os maiores viajam no porão, em compartimento pressurizado e climatizado, em caixa rígida aprovada para transporte aéreo.
- Raças braquicefálicas (de focinho curto) têm restrições em muitas companhias por causa do risco respiratório.
- A reserva do espaço para o pet costuma ser obrigatória e limitada por voo: faça junto com a passagem.
Para o porão, prefira voos diretos e horários mais frescos, coloque um pote de água preso à porta da caixa e uma peça com o seu cheiro dentro. Identifique a caixa com o nome do animal, o seu nome e telefone.
Hospedagem pet friendly
"Aceita pets" pode significar coisas muito diferentes. Antes de reservar, pergunte por escrito: há limite de porte ou de quantidade? Cobra taxa? O animal pode ficar sozinho no quarto? Quais áreas ele pode frequentar? Existe espaço para passear? Ao chegar, faça um reconhecimento do lugar com o pet na guia e verifique cercas, piscinas e varandas. Mantenha a rotina de horários o mais parecida possível com a de casa.
A mala do pet
- A ração de sempre, em quantidade para a viagem inteira e alguns dias a mais — trocar de ração no caminho é receita para diarreia.
- Água e potes dobráveis.
- Remédios de uso contínuo e cópia da receita.
- Carteira de vacinação e atestado.
- Guia, peitoral reserva, saquinhos para fezes e, para gatos, caixa de areia descartável.
- Caminha ou manta de casa e um brinquedo favorito.
- Telefone de uma clínica veterinária 24 horas no destino, pesquisado antes de sair.
Na praia e no calor
Areia e asfalto quentes queimam as patas: se a sua mão não aguenta ficar cinco segundos no chão, a pata do cachorro também não. Passeie cedo ou no fim da tarde, ofereça sombra e água fresca o tempo todo e evite que o cão beba água do mar. Antes de levar o pet à praia, confirme se ela permite animais — muitas cidades proíbem ou restringem horários.